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A Recuperação Judicial (RJ) virou o "botão de pânico" favorito de gestores que negligenciaram o básico por anos.
Vendida por muitos como a tábua de salvação, os dados de 2026 mostram um cenário diferente: a RJ tem se tornado, na prática, um prolongamento caro da agonia empresarial.
O erro estratégico fatal é acreditar que a proteção judicial resolve problemas de operação. A justiça pode impedir a penhora de bens, mas elaisso não injeta competência na gestão nem eficiência nos processos.
No momento em que o pedido de RJ é deferido, a reputação da empresa sofre um dano quase irreversível. O crédito bancário, essencial para a manutenção do giro, desaparece instantaneamente.
Fornecedores estratégicos passam a exigir pagamento antecipado, estrangulando o caixa que a empresa tentava preservar.
Além disso, a estrutura de custos de uma RJ é proibitiva. Honorários de administradores judiciais e peritos tornam-se novas despesas fixas que drenam o lucro operacional.
Sem um modelo de negócio que gere superávit bruto real, a RJ é apenas uma forma de queimar o que resta dos ativos em custos processuais.
A RJ só funciona para empresas que possuem um "core business" saudável, mas que foram atropeladas por dívidas passadas. Para quem opera no prejuízo crônico, ela é um velório de luxo.
Antes de buscar o juiz, o empresário precisa buscar a contabilidade de custos e ter a coragem de cortar na carne.
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